Quadra e aparelhos de ginástica.terça-feira, 24 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Entrevista com Mauricio Hube.
segunda-feira, 16 de março de 2009
NOSSA VISITA
Visando desenvolver um projeto interdisciplinar, escolhemos como tema para nosso trabalho: atividade numa pista de skate. O local trás diversos conceitos e abre perspectivas de discussão com as crianças sobre cidadania, esporte, cultura, diversidade, etc.
O LOCAL:
Parque Zilda Natel.
A pista fica na Zona Oeste de São Paulo, bairro de Perdizes, Avenida Doutor Arnaldo com a Rua Cardoso de Almeida.
A entrada é gratuita.
As formas de transporte mais indicadas são skate, ônibus, bicicleta, com direito a estacionamento exclusivo, ou metrô, estando localizada entre as estações Clínicas e Sumaré.
Não há vagas para carros.
O espaço é dividido em dois ambientes separados por alturas diferentes.
Na parte mais alta ficam equipamentos para ginástica, uma quadra, banheiro feminino e masculino, bebedores e bancos espalhados à sombra de árvores.
Na parte mais baixa ficam três tipos diferentes de pista para a prática do skate, uma pequena área de "street", com obstáculos que simulam as ruas, uma "mini ramp" que parece um U, mas com altura reduzida, e um "banks" no estilo "bowl" (bacia), derivada das piscinas americanas.
Nesta parte há também uma pequena arquibancada e bebedores.
A decoração fica por conta dos grafites.
A ligação entre os dois andares é feita por uma escada e uma rampa.
Todo o espaço é cercado por grades.
Horário de funcionamento das 9h às 21hs.
A nossa visita foi numa quinta feira de fevereiro, por volta das 10 horas da manhã.
Encontramos um público diversificado. Na área de ginástica, senhoras faziam exercícios. Nos bancos à sombra, pessoas descansavam. Na área de skate meninos e meninas de diferentes idades, alguns com a família, usavam o mesmo espaço. O ambiente parecia limpo e bem cuidado.
Considerando os conceitos de cidade educadora: Inclusão, identidade social e diversidade cultural:
O parque Zilda Natel oferece lazer e saúde para todos os públicos, independentemente de idade, condição social e condição física.
É de fácil acesso, principalmente considerando o transporte público ou o ecológico como bicicleta e skate.
É um espaço recentemente inaugurado, mas vem sendo bastante divulgado tanto na mídia eletrônica, mídia impressa e imprensa especializada no skate.
É um ambiente que prevê a interação de todos os diferentes segmentos sociais e a utilização compartilhada do espaço.
Trás o conceito de valorizar a cultura urbana.
Por outro lado....
Segundo noticiado no jornal da tarde, na matéria divulgada neste blog, em dias de jogo de futebol no Pacaembu, o funcionamento da pista é reduzido para evitar possíveis depredações.
A cidade educadora não julga seus cidadãos muito bem educados...
ENTREVISTA COM FLÁVIO ASCÂNIO

Entrevista com Flávio Ascânio -
Tentando saber um pouco mais sobre a construção do parque Zilda Natel, procuramos um skatista que também é professor e morador da região e esteve diretamente envolvido no processo que resultou num belo espaço de lazer.
Em uma conversa informal com Flávio Ascânio tivemos algumas informações que nos fazem pensar como é importante o envolvimento do cidadão na realização de projetos públicos.
Quando a pista de skate ainda era um canteiro de obras, os skatistas que passavam em frente perceberam que havia alguma coisa errada nos formatos e disposições das rampas e obstáculos.
Com medo que aquela obra resultasse em uma bela escultura em homenagem ao skate, mas não uma pista, ou seja, bonita, mas que não servisse ao propósito do esporte, procuraram a prefeitura e reivindicaram que na elaboração e execução do projeto houvesse participação de uma comissão formada por representantes de diferentes áreas ligadas ao esporte:
Imprensa especializada, órgãos oficiais representados pela Confederação Brasileira de Skate (CBSK) e atletas.
Flávio relata como todo o processo de discussão, negociação e tomada de decisão foi bastante democrático e visava um ambiente para todos.
Isto é: diferentes espaços; diferentes modalidades; diferentes níveis técnicos e regras a serem respeitadas, como o uso obrigatório de capacete e tênis.
O resultado final dói fruto de conversa, pesquisa de opinião, argumentação e voto.
Flávio conta que a atenção com a pista não foi à toa, primeiro porque, por ser um bairro de classe média, não acontece a preocupação de serviços gratuitos, pois se pressupõe que todos podem pagar para se divertir, o que, claro, não é verdade, então era importante pensar em um espaço realmente inclusivo.
Segundo porque o bairro do Sumaré e a Zona Oeste têm uma relação de longa duração com o skate.
Nos anos 70, com a primeira moda do esporte, eram nas ladeiras do bairro que rolavam as sessions.
De lá pra cá o esporte tomou outra proporção.
Outras modalidades e pistas surgiram e deixaram de ser usadas apenas as ladeiras.
Marcas de roupas e equipamentos nacionais foram criados, não se precisando mais importar todo o material.
A imprensa especializada conquistou força.
O skate começou a ser visto como esporte, com atletas profissionais tratados realmente como profissionais.
Os melhores skatistas no ranking mundial são brasileiros.
Mas este desenvolvimento não foi sempre retilíneo, uniforme e ascendente.
Sempre que ocorre um declínio, quer seja por crise mundial, por outra moda que fica mais em evidência ou por qualquer outro motivo, todo o mercado ligado ao esporte sofre e as pistas de skate fecham.
Aí as ladeiras e ruas, mais uma vez, voltam a ser a casa dos skatistas que usam tanto a geografia natural como a urbana.
Flávio leciona no curso de educação física da FMU e foi um dos idealizadores do projeto UNIPRAN, universidade de esportes de prancha, que capacita professores formados em educação física a dar aula de skate, surf e suas variações de água doce, areia e neve.
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
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Cecilia mae
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06/03/09
Zilda, a onipresente
Um problema de identidade envolve a mais recente pista de skate paulistana. Primeiro, por que, a princípio, ia se chamar "Parque das Colinas" ou algo parecido, não me lembro direito. Era destes nomes ótimos para condomínios ou cemitérios. Só sei que passava esta paz a que almejam vivos e mortos... Mas, como acontece com quase toda obra pública, resolveram batizar com o nome de alguém que algum político quer agradar - por amizade genuína ou interesse duvidoso. Daí, a área foi oficialmente chamada de Parque Zilda Natel, contra a qual não tenho quase nada, além do gosto por homens biônicos. Sim, por que a Zilda em questão era conhecida por suas obras sociais, porém, era casada com o ex-governador de São Paulo, Laudo Natel, nomeado pelos militares, durante a ditadura.Enfim, voltemos ao skate. A pista é xará de uma Escola Estadual no Morumbi, uma creche em São Caetano e uma Vila, na Zona Oeste. Como vemos, dona Zilda domina. Mas, como também é comum acontecer com empreitadas públicas, apesar dos esforços da municipalidade, com seus representantes em ternos impecáveis e discursos tediosos, a obra acabou ficando conhecida como pista do Sumaré, apesar de ficar no Pacaembú. Bom, tudo é indígena, mas, como vemos, o problema de identidade é gravíssimo.
Pista do Sumaré


